Mediocridade

Nossa participação nas Olimpíadas ficou muito aquém da capacidade do país de formar atletas mais competitivos. Pobre Brasil. A mediocridade marcou nossas conquistas. Ficamos num distante 23o lugar. Atrás de países como Ucrânia, Jamaica, Quênia, Bielo-Rússia, Etiópia! Comparada ao potencial do país, a classificação final soa como ridícula. E a grande imprensa faz de tudo para registrar nossas risíveis conquistas com grande ufanismo. O choro foi outra marca dos nossos atletas. Qualquer medalha de latão era motivo para enorme júbilo. Na verdade, fomos humilhados. As medalhas conquistadas o foram na base da superação, do esforço supremo dos nossos competidores. Muitos deles sem as mínimas condições de se preparar adequadamente para uma competição desse nível.

Investimentos

Todos acreditavam que o investimento público havia sido ainda menor do que para a competição de 2004, em Atenas. Esta semana, a notícia bombástica: foram investidos quase 700 milhões em dinheiro público visando às Olimpíadas de Pequim. Só que ninguém sabe exatamente onde o dinheiro foi gasto. Na descoberta e formação de novos talentos certamente não foi. Ora, isso é uma quantia significativa de dinheiro que, se bem aplicada, poderia render resultados muito melhores na competição. Aliás, se fosse investido corretamente apenas 10% do dinheiro desviado em corrupção na formação de atletas poderíamos conquistar no mínimo 20 medalhas de ouro numa olimpíada.

Notícia preocupante

Uma notícia veiculada pelo Gazeta Mercantil do dia 22 preocupa a comunidade local. Diz que a “Quero-Quero, uma das maiores redes de varejo de material de construção do Brasil, está sendo negociada com o fundo Advent. A transação pode ser realizada até setembro. A empresa terá sua sede transferida de Santo Cristo para Porto Alegre. Wilmar Hammerschmitt, atual diretor presidente, ainda continuaria com uma fatia no negócio, mas se afastaria da gestão. A empresa nega a venda, que também não é confirmada pela Advent.”

Ensino

Recente pesquisa da CNT/Sensus indica que 90% dos professores se acham bem preparados para dar aulas e 65% dos alunos dizem que suas aulas são interessantes e 26% que são estimulantes. Até aí, é até compreensível. Muitos professores estão acomodados e a grande maioria dos alunos não está muito preocupada em aprender de verdade. Agora, o que não dá para acreditar é que 89% dos pais consideram receber das escolas um bom serviço. Mas nem tudo está perdido. Tem pais reagindo em nível de país contra a excessiva ideologização do ensino. Argumentam que não é aceitável que professores se aproveitem da inexperiência e da imaturidade do aluno para lhe incutir idéias desta ou daquela corrente político-ideológica e até mesmo partidária.

FIC

O FIC de Santo Cristo é um dos festivais mais antigos do Estado. É realizado desde 1971. Inicialmente, a primeira noite acontecia no interior do município. Por mais de 30 anos, o FIC foi realizado anualmente. Agora, estamos na 36ª edição, que acontece dias 5 e 6 de setembro, no ginasião. Adquira seu ingresso antecipado.

Picles

* “Eu dei o meu melhor”. Esta é a frase que o leitor certamente mais ouviu dos atletas do Brasil nas Olimpíadas.

+ A propósito, você já viu alguém “dar o melhor” de outro?

* Escrevo antes do GRENAL. Terá o colorado protagonizado mais um vexame e sido eliminado pelos reservas do tricolor na Sul-americana?