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Coluna Notas e Apartes do Jornal Correio Semanal de Santo Cristo – Publicada em 30/01/2009
De Nazca, Peru
Machu Picchu
Tive a oportunidade de conhecer a lendária Machu Picchu em janeiro de 2005. Agora, junto com a Luciana, o Luís Roberto e o Ricardo Augusto, visitamos novamente aquela que na língua quíchua significa velha montanha. Estivemos em Machu Picchu na segunda-feira. Para chegar lá, percorremos 243 km de carro entre Cuzco e uma localidade chamada Hidrelétrica, dos quais 80 km de estradas de terra muito esburacadas. Para percorrer o trajeto levamos em torno de 7h30min. De lá, foram mais cerca de 20 km de trem pela floresta peruana até o pé da montanha.
Cidade perdida
Também conhecida como cidade perdida dos Incas, Machu Picchu fica no Vale do Rio Urubamba, na selva do Peru. Presume-se que o local seja o símbolo mais típico do extinto Império Inca. Machu Picchu foi construída no século XV e descoberta somente em 1911. Cerca de um terço da cidade é original. O restante foi reconstruído visando conservar o sítio arqueológico e para atrair os turistas.
Patrimônio mundial
Machu Picchu foi elevada à categoria de patrimônio mundial da UNESCO. A cidade perdida tem sido alvo de preocupações devido ao intenso afluxo de turistas e por ser um dos pontos históricos mais visitados do Peru. Machu Picchu era constituída de duas grandes áreas. A agrícola, formada principalmente por terraços e locais de armazenagem de alimentos, e a chamada área urbana. Nesta, se destaca a zona sagrada com templos, praças e mausoléus.
Nazca
Chegamos em Nazca na quarta-feira pela manha, vindos de Cuzco. Nazca fica no deserto de mesmo nome, no altiplano peruano, a cerca de 450 km ao sul de Lima, a capital do Peru. Por aqui, quase nunca chove. Existem alguns pequenos oásis. Afora isso, é só pedra e areia sob um calor incessante durante o dia.
Muitos sobrevoam a região de avião. Mas custa caro, cerca de 60 dólares por pessoa. Visitamos alguns dos chamados geóglifos de Nazca subindo cerca de 25 km na direção de Lima, pela rodovia Pan-americana. Os geóglifos são linhas de dimensões enormes criadas pelo povo indígena de Nazca. Presume-se que tenham sido feitas entre os séculos III a.C. e VIII. Eles representam centenas de figuras, entre elas imagens de animais como macaco, beija-flor, lagarto, entre outros. As figuras foram esculpidas no solo do deserto plano e árido de Nazca. (ver mapa com a localização das figuras)
Mistério
Os geóglifos se conservam até os dias atuais. Um deles foi cortado ao meio pelo asfalto que liga Lima ao sul peruano. Existe um mirante onde se pode ver alguns deles do alto ao preço de um sol (cerca de R$ 0,80) por pessoa. Alguns estudiosos afirmam que as linhas que constituem os geóglifos representam a criaçao de seres extraterrestres. Outros, que se tratam de pura demonstraçao de arte e sabedoria de um povo que tinha até complexos sistemas de aquedutos e apuradas técnicas de agricultura. E tem, ainda, quem credita os símbolos a cultos religiosos. Qual a real intenção dos indígenas ao esculpirem essas figuras no desertode Nazca é um mistério que perdura até hoje.
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